Economia regenerativa: Integrando o meio ambiente à sociedade

Economia regenerativa: Integrando o meio ambiente à sociedade

A Economia Regenerativa é uma maneira de se pensar a atuação de organizações perante a sociedade e o meio ambiente, levando em consideração valores e princípios universais. A transição para uma economia regenerativa é, portanto, a mudança para uma visão integrada do planeta, de modo que a natureza é vista como a referência principal e crucial para a sobrevivência da humanidade. Por isso, o processo regenerativo estabelece que os sistemas vivos devam definir o nosso sistema econômico.

Segundo a Ecycle, o que diferencia a economia regenerativa da padrão é que, enquanto na teoria econômica padrão pode-se regenerar os bens ou consumi-los até seu ponto de escassez, na economia regenerativa, ao levar em conta o valor econômico dos capitais originais, a Terra e o sol, pode-se restringir o acesso a esses bens de capital original de maneira que sua escassez seja evitada. 

O portal Pensamento Verde, administrado pela empresa Dinâmica Ambiental, afirma que a economia regenerativa consiste em aproveitar todo tipo de material e suas sobras, fazendo com que o setor de produção seja expandido ao mesmo tempo que o desenvolvimento sustentável é praticado. O maior ganho, sobretudo, é a criação de hábitos e costumes mais saudáveis (para o planeta) por parte das pessoas.

Imagem do banco de dados: Pexels

Uma pesquisa realizada pelo Capital Institute, organização sem fins lucrativos que reimagina os sistemas econômicos e financeiros, identificou que o capitalismo regenerativo possui oito princípios-chave que estão interconectados:

  1. Relacionamento correto: Estamos todos conectados. Assim sendo, quaisquer danos a alguma parte dessa teia voltam a prejudicar todas as outras partes também.

2. Inovador, adaptável e responsivo: O nosso mundo está em constante mudança e, assim sendo, as qualidades de inovação e adaptabilidade são essenciais para a vida.

3. Riqueza vista de forma holística: A riqueza não é apenas o dinheiro no banco. Portanto, ela deve ser definida e administrada termos do bem-estar do coletivo, sendo obtida por meio do aprimoramento das múltiplas formas de capital – social, ecológico, manufaturado e financeiro.

4. Participação capacitada: O sistema é interdependente. Deste modo, todas as partes devem se relacionar de uma forma que os indivíduos tenham o poder de lutar pelas suas necessidades individuais, assim como a capacitação de contribuir para a saúde e o bem-estar de todos neste sistema.

5. Horna a comunidade e os lugares: Cada comunidade é uma junção de pessoas, costumes e crenças que foram moldadas por pressões geográficas, culturais, históricas, ambientais e por mudanças das necessidades humanas. Respeitando essa realidade, uma Economia Regenerativa nutre comunidades e regiões saudáveis e resilientes, cada uma com a sua particularidade.

6. A abundância do Efeito Borda: De acordo com a instituição, a criatividade e a abundância florescerem nas “bordas dos sistemas”, onde os laços que mantêm o padrão dominante são mais fracos. Por exemplo, existe uma abundância de vida em pântanos salgados onde um rio encontra o oceano. Nessas margens, as oportunidades de inovação são maiores. Assim sendo, trabalhar de forma colaborativa e por meio da diversidade é transformador para as comunidades aonde as trocas estão acontecendo, quanto para os indivíduos envolvidos.

7. Fluxo circulatório robusto: Os humanos dependem da circulação de nutrientes, oxigênio, etc. A saúde econômica também depende de fluxos circulatórios, só que de dinheiro, informações, recursos, bens e serviços para apoiar a troca, a liberação de “toxinas” e a nutrição de todas as redes humanas.

8. A busca do equilíbrio: O equilíbrio é essencial para a saúde do sistema e, para alcançar este estado, é necessário uma harmonia entre diversas variáveis em vez de apenas otimizar algumas únicas. Uma economia regenerativa busca equilibrar: eficiência e resiliência; colaboração e competição; diversidade e coerência; e organizações de pequeno, médio e grande porte.

Mas e a Trê com isso?

Acreditamos no desenvolvimento de uma nova economia onde o dinheiro desempenha uma função crucial ao fluir de maneira saudável, visível e consciente para nutrir a economia real e gerar impacto socioambiental e cultural positivo. Dessa forma, estamos nos aprofundando na temática para desenvolver programas (olha o spoiler…) que atuem na regeneração ambiental e social de determinados locais e comunidades!

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