Capítulo 3: as hortas em meio aos prédios em SP

Capítulo 3: as hortas em meio aos prédios em SP

Por Victor Lima | Trê Investindo com Causa

É dia de conhecer mais sobre os negócios que fazem parte da nossa comunidade, com mais um capítulo do Nossas Histórias! Hoje vamos falar sobre o Pé de Feijão, negócio socioambiental paulistano que tem como missão levar mais consciência para as pessoas sobre alimentação, saúde e sustentabilidade. 

Quer saber como? Acompanhe agora! 

Pé de Feijão e a reconexão com os alimentos por meio de hortas urbanas

O Pé de Feijão busca trazer consciência sobre um estilo de vida mais saudável e sustentável, sobretudo a grupos em territórios de maior vulnerabilidade, por meio de oficinas e eventos de educação alimentar e ambiental desde 2015.

A história do negócio começou a partir da vontade que uma das fundadoras Luisa Haddad sempre teve de mudar o mundo por meio do seu trabalho – o que a fazia se definir como “workaholic” – até que ela percebeu o quanto o estilo de vida que levava a fazia não olhar para a sua saúde e para a sua alimentação. 

“Em 2013, eu comecei a enfrentar alguns problemas de saúde devido à minha dieta desregulada, então iniciei um acompanhamento nutricional. Durante dois anos, essa experiência revolucionou minha relação com a alimentação. Comecei a olhar para o alimento e para tudo que o envolve antes de chegar ao prato, e queria ajudar outras pessoas a transformarem sua relação com a comida”, conta Luisa.

Esse momento foi como uma semente plantada para que nascesse o Pé de Feijão, que não é do João que conhecemos das histórias infantis, e sim o negócio socioambiental paulistano das sócias Luisa Haddad, Patrícia Byington, Thaís Ferreira, Juliana Guerrero, Marina Ferreira e Milene Regatão.

O trabalho desenvolvido 

Cleizer (à direita da tela), ao lado de sua mãe (à esquerda) e irmã (centro) participando de oficina na Fábrica de Criatividade

As oficinas e eventos do Pé de Feijão surgem a partir de parcerias com empresas e organizações que se preocupam com o impacto de uma alimentação desregulada na vida de seus colaboradores ou ainda com aquelas que querem desenvolver projetos socioambientais relacionados à alimentação, saúde ou sustentabilidade em diferentes territórios. 

O primeiro projeto de hortas urbanas foi realizado em parceria com a Fábrica de Criatividade, na laje do telhado da ONG, no Capão Redondo. No espaço, funcionou por três anos uma horta agroecológica, colaborativa e acessível para toda a comunidade.

Os resultados da iniciativa também foram vistos nas famílias das pessoas da comunidade, que aprenderam como ter uma alimentação mais saudável e levaram essa nova consciência alimentar para dentro de casa, como é o caso da Cleizer Bavaroti, que deu esse depoimento um ano e meio depois de finalizado o projeto.

“Me sinto mais esclarecida. Hoje eu tenho um cuidado com a minha saúde que não tinha antes. Agora só compro as coisas na feira, não como mais na rua, faço minha própria comida e com isso emagreci dez quilos. Era como se eu estivesse com um tampão no meu olho em relação à minha alimentação e hoje eu enxergo, tenho mais consciência”, explica Cleizer, cuja experiência levou mais saúde também para sua mãe e sua irmã.

O impacto positivo gerado pelo Pé de Feijão

Horta Comunitária em Campinas (esquerda) e Treinamento de Hortas Pedagógicas para professores (direita)

O impacto gerado pelo Pé de Feijão pode ser visto de duas maneiras: uma mais objetiva, ao observar quantas famílias reduziram o consumo de ultraprocessados, por exemplo, e uma mais subjetiva, como o despertar das pessoas sobre a importância de comer bem, desembalando menos e descascando mais. 

O negócio também chama atenção para o impacto ambiental da alimentação, como a geração de resíduos, baixa reciclagem e a baixa compostagem. Assim, as hortas também propiciam um despertar para a consciência ambiental e para a economia circular dos grupos. 

O resultado são depoimentos como o de Sirlene Santos, que participou do projeto +Lapena Alimentar, financiado pela Fundação Tide Setubal, no Jardim Lapena, Zona Leste de São Paulo, e que hoje dá oficinas para pessoas da comunidade que querem aprender sobre compostagem. 

“Sem vocês aqui eu não ia ter esse conhecimento, não ia ter o adubo aqui, não poderia vender. Eu agradeço muito. Quem sabe a gente consegue também dar oficinas nas escolas, o pessoal quer aprender e onde me chamam eu vou lá. Fico muito feliz, muito grata por todo o conhecimento”, agradece Sirlene num áudio espontâneo que foi enviado à equipe do Pé de Feijão e autorizado a ser publicado pela Trê

Investir em causas impulsiona novas realidades!

Luisa Haddad em Oficina Online de Alimentação (esquerda) e Oficina para Profissionais de Saúde (direita)

Após experiências com financiamento coletivo que viabilizaram o início da iniciativa, o negócio foi crescendo organicamente por meio da venda de serviços, mas foi com a Trê, por meio do programa Covida20, que o Pé de Feijão obteve um empréstimo coletivo que tornou possível encarar os desafios da pandemia e encontrar sustentabilidade para resistir ao período. 

“Nós tínhamos criado vários planos de falência. Então, além da rede de apoio num momento tão difícil, o processo com a Trê trouxe empoderamento e confiança para nós ao vermos que as pessoas também acreditavam no Pé de Feijão. Em 2021, conseguimos voltar a crescer, em 2023, dobramos nosso faturamento dos anos anteriores e agora em 2024, em três meses, já batemos o faturamento de 2023. O impacto que a gente gera e essa sustentabilidade financeira não teriam sido possíveis se não tivéssemos conseguido passar por aquele momento.” 

Luisa Haddad, uma das fundadoras e sócias do Pé de Feijão

O sonho agora é criar uma estrutura para apoiar o crescimento do negócio, aumentar a margem dos projetos e aumentar o impacto, fortalecendo o advocacy para estreitar a colaboração com políticas públicas para viabilizar a perenidade dos projetos em escolas públicas, professores, unidades básicas de Saúde, gerando assim mais consciência sobre alimentação, saúde e sustentabilidade de forma coletiva, fazendo parte do dia a dia das pessoas. 


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